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Home. Atlético Paranaense - História do Clube Atlético Paranaense

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Atlético Paranaense

Havia uma zona em Curitiba conhecida por Quarteirão do Tigre, redondezas da Rua João Negrão, estendendo-se para oeste. Seria o que hoje é mais ou menos o Bairro Rebouças. Ali, jovens moradores formaram e denominaram duas equipes: Leão e Tigre.

Em 1914, um jogo entre os dois foi vencido pelo Tigre pelo escore de 2 x 1 e na churrascada que se seguiu, em ânimo de confraternização, decidiram os dirigentes de ambas as facções fundirem-se a fim de disputar, em condições de igualdade, os torneios da cidade. Surgiu, assim, o Britânia Sport Club, nome dado em homenagem à Grã-Bretanha, berço do futebol.
Em março de 1924, porém, os dirigentes se entenderiam: o desportista Luiz Guimarães - Zalacain -, ex goal-keeper americano, empresário, jornalista e editor esportivo, ligado por laços de parentesco aos Gonçalves, família a que pertencia Marrecão, além de dar-se muito bem com a elite tradicional do International, teve ação decisiva relativamente às providências. Sob a presidência de Arcésio Guimarães, presidente do Internacional, uma Assembléia Geral aconteceu. A união de Internacional e América foi concretizadano dia 21 de março de 1924 e no dia 26, oficialmente, foi empossada a diretoria do novo clube.

Surgia, assim, o Clube Atlético Paranaense.

No campeonato paranaense de 2005, o rubro-negro utilizou, na maioria dos jogos, uma equipe mista, tendo em vista as disputas da Taça Libertadores da América. Mesmo com altos e baixos durante as disputas o Atlético chegou às finais, tendo a vantagem de jogar por empates para ser campeão. O adversário da finalíssima foi o tradicional rival – Curitiba FC -.
A primeira partida foi realizada no Alto da Glória. Os coxas conseguiram uma vitória por 1x0, revertendo à vantagem. Jogariam a outra partida precisando tão somente do empate para a conquista do título. Durante a semana, a imprensa coxa cantou vitória, os torcedores ficaram eufóricos. No 2º jogo, o Atlético partiu para cima do adversário e conseguiu, no tempo normal, uma vitória por 1x0, levando a partida para uma prorrogação.

Em razão da retranca alvi-verde, acabou em 0x0. A decisão do título foi para as penalidades. Aí o rubro-negro mostrou competência. Os coxas erraram dois e o Atlético precisou apenas bater 4 penalidades. 4x2! A conquista rubro-negra estava consolidada. Campeão Paranaense de 2005 com um sabor qualificado - conquistou o galardão ganhando dos coxas. A torcida rubro-negra festejou mais uma conquista até altas horas. A cidade vestiu-se, novamente, de vermelho e preto.

O FURACÃO DAS AMÉRICAS

Pela terceira vez o Atlético disputava a Taça Libertadores da América – classificou-se em razão do vice-campeonato brasileiro de 2004. No sorteio realizado, o rubro-negro teve como adversários as equipes da Colômbia – América, de Cali e Independente, de Medellín e do Paraguai o time do Libertad.

A primeira partida foi em Medellín. O Atlético ganhava de 2x0 e cedeu o empate no final – 2x2. Aqui, na Arena, enfrentou o Libertad e venceu-o por 1x0. Partida difícil. Jogando em Cali, perdeu para o América, por 3x1. Depois, venceu a equipe colombiana por 1x0, aqui na Arena Kyocera. Foi ao Paraguai e bateu a equipe guarani do Libertad, por 2x1. Precisando de apenas um empate contra o Independente, aqui em Curitiba, para se classificar para a 2ª fase, o Atlético foi surpreendido e goleado - 0x4. Graças à derrota do América, em Cali, para o Libertad, a classificação rubro-negra aconteceu. Que sufoco. Críticas e mais críticas. Pela 2ª vez o treinador foi trocado. Borba Filho – que era o “olheiro” passou a comandar.

O próximo adversário foi à equipe do Cerro Portenho, do Paraguai – que chegava invicta a esta nova fase. Aqui, na Arena Kyocera, vitória atleticana por 2x1. Jogo muito difícil. Em Assunção, o Atlético foi derrotado por 2x1. A decisão da vaga foi para as penalidades. O goleiro Diego defendeu uma e o Furacão estava classificado.
Pela primeira vez uma equipe paranaense chegava às quartas-de-final. Contratou-se o técnico Antônio Lopes. O Santos FC, que lhe tirara o título brasileiro, era o adversário. A imprensa paulista cantou vitória antecipada. Mesmo jogando com um jogador a menos (expulso), o Atlético fez uma partida de superação – com muita garra e com um esforço sobre-humano conquistou uma vitória extraordinária – 3x2. Mesmo assim, os santistas achavam que na sua casa reverteriam à situação. Aí o rubro-negro mostrou porque é o Furacão. Com muita competência e uma determinação fabulosa, o Atlético venceu o Santos por 2x0. Estava classificado para a semifinal.

A torcida vermelha e preta não cabia em si de contente. O futebol paranaense – do Atlético – chegava a uma posição invejável na Taça Libertadores da América. A equipe mexicana do “Chivas” Guadalajara era o próximo obstáculo a ser transposto. A Arena Kyocera engalanou-se e os mexicanos tremeram diante da torcida rubro-negra. O furacão arrasou os “Chivas” (cabritas) por 3x0. Com essa vantagem estabelecida, o Atlético foi para Guadalajara – Estádio Jalisco – 60.000 espectadores empurrando a equipe mexicana. Com muita garra e um bom futebol, o Atlético começou perdendo por 1x0, mas virou o jogo para 2x1 e no final cedeu o empate. 2x2. A classificação para as finais estava consolidada. O adversário era o São Paulão FC. Era a primeira vez que duas equipes brasileiras disputavam uma final da Libertadores.

A suja politicagem do “eixão” se fez presente. O São Paulo fez de tudo para que o rubro-negro não o enfrentasse em Curitiba. Mesmo ampliando a capacidade da Arena Kyocera, com arquibancadas tubulares (semelhantes às usadas pelo Santo André e pelas equipes do Rio de Janeiro – na Ilha do Governador -) a Conmebol e a CBF transferiram o local da partida. O Atlético foi obrigado a jogar no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre. Tristeza e revolta gerais. No Rio Grande do Sul empate em 1x1. Na decisiva, em São Paulo, no Morumbi, o São Paulo ganhou de 4x0. O Atlético era vice-campeão da Libertadores da América, de 2005. Um feito extraordinário e inédito para as suas cores e para o futebol do Estado do Paraná.

O Hino do Atletico Paranaense

O hino do Clube Atlético Paranaense, considerado um dos mais bonitos do futebol brasileiro, teve a sua versão oficial e definitiva elaborada por dois ex-jogadores atleticanos, Zinder Lins e Genésio Ramalho. Com amor e talento, eles conseguiram compor uma música eletrizante, que conquistou o coração da torcida atleticana.


"Atlético! Atlético!
Conhecemos teu valor
A camisa rubro-negra
Só se veste por amor

Vamos marchar sempre cantando
O hino do Furacão
E no peito ostentando
A faixa de campeão

Atlético! Atlético!
Conhecemos teu valor
A camisa rubro-negra
Só se veste por amor

O coração atleticano
Estará sempre voltado
Para os feitos do presente
E as glórias do passado

Atlético! Atlético!
Conhecemos teu valor
A camisa rubro-negra
Só se veste por amor

A tradição vigor sem jaça
Nos legou o sangue forte
Rubro-negro é quem tem raça
E não teme a própria morte

Atlético! Atlético
Conhecemos teu valor
A camisa rubro-negra
Só se veste por amor"

Site Oficial: http://www.atleticopr.com.br

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